sexta-feira, 4 de abril de 2008

À espera num certo bar.

tum tum tum tum tum tum tum tum tum.
Ela se aproxima. Não consigo manter o rítimo tranquilo de minhas pulsações. Um demorado aperto de mão , misturando o suor de longos minutos de espera pra te achar entre a multidão, à distância.
Um beijo desconcertante no rosto. Ela me pede retorno levando, vagarosamente, seu rosto até minha boca. Discreto e desconcertado, encosto meus lábios em tua face pensando se tenho mesmo que fazer aquilo.
Senta-se ao meu lado, encosta sua perna na minha e fala bobagens intercaladas por comentários que mais parecem curiosidades de figurinhas de big-big. Seu jeito mole de falar e seus olhares penetrantes me envergonha. Tento não encarar por muito tempo. Tenho medo de pensar o que realmente acontece, embora nada aconteça, sempre.
As pessoas em nossa volta conversam, são legais. A cerveja esquenta no copo.
Em certos momentos tenho a impressão de que também me olhas de uma outra forma, disfarçadamente. Aliás, será que olhas realmente para mim? Não seria, tudo isso, fantasia de meus desejos?
Rapidamente o tempo passa, você se vai. Vai, tens de ir embora.
tum tum tum tum tum tum quando se despede de mim. Me beija novamente a face, me diz mais um monte de bobagens e vai embora, mais uma vez. Acompanho teu caminhar cambaleante. Então olhas para trás. Será que me chamas? Que pensou em me dizer um "boa noite"? Ou que apenas olhou para trás, sem nem ao menos me ver? Então some na esquina aquela figura que já era um vulto, fugindo do meu alcance.
Cheiro minha mão que ainda tem seu perfume misturado ao meu suor. Pago a conta, acendo um cigarro e sigo os teus passos, num sentido contrário, calmo. tum... tum... tum...

2 comentários:

la bella caffe disse...

eu, tu, ELE, nós, vós, eles.

Aprenda a conjugar o verbo na "verdade do pretérito imperfeito", ok?

te amo.

ted Sampaio disse...

hahahahaha
Adorei seu comentário Boy.